segunda-feira, junho 20, 2005
Umas farófias chamadas Pinha Dourada
Como pessoas diferentes que somos todos, temos vários locais onde uns gostam de almoçar e outros não.
Normalmente almoçamos na zona de restaurantes de uma grande superfície. Neste local acontecem sempre algumas coisas que vou partilhar com os meus leitores:
- Paramos debaixo de uma claraboia: neste local , o meu adorado Wheels lê as ementas de todos os restaurantes do espaço, e se alguém resolve puxar conversa, a mesma desce (mas desce mesmo muito!) de nível.
- Separamo-nos abruptamente uns dos outros, mesmo com conversas a meio, e vai cada um buscar o seu almoço, para nos reencontrar-mos na mesa que o que se despachou primeiro escolheu.
Mas, por vezes, apetece variar... aqui sim, a coisa complica.
Eu e o Wheels gostamos de restaurantes que o outro não gosta e vamos gerindo a coisa com cedências de parte a parte. Confesso que ele cede mais vezes que eu (quem diz a verdade não merece castigo!) . Ele gosta de ir a um local que nós apelidamos de "Xou Paulo", em homenagem ao proprietário. Eu gosto de ir "à carne grelhada". A única coisa que é comum é a pizza no "Pizza hut" onde ambos gostamos da pizza Havaina, massa alta e fofa, mas o Forhers não pode comer por causa do colestrol.
Graças a Deus que todos gostamos de ir (mas mais do que qualquer um de nós, o maior fã é o Rabbit) a um pequeno restaurante de comida bem confeccionada onde existe uma esplanda, e melhor que tudo, umas farófias maravilhosas chamadas: Pinha Dourada.
Hoje fomos lá. Para sorte do Wheels, azar o meu (será que posso fazer uma cena de ciúmes???), foi atendido pela empregada mais bonita do estabelecimento (de todos os meus meninos, só ele foi atendido por ela! Grrrr estou a ficar verde de raíva! Bem, mas adiante que estes sentimentos só me ficam mal).
Escolhemos para sobremesa a dita pinha. Eu pedi canela. Quando o rapaz me trouxe o frasquinho, eu, o Sundays e o Forhers, nem queriamos acreditar no que os nossos olhos estavam a ver... o frasco estava vazio! Olhamos novamente, e afinal tinha uma pequena quantidade no fundo. A crise chega a todos e é preciso apertar o cinto, mesmo que isso signifique que vou passar a ter que comer a minha pinha com uma quantidade ínfima de canela. Mas tão ínfima que tive que tirar a tampa doseadora para a conseguir servir.
Porque não pedi mais? Não sei... achei que devia aproveitar o irreal do momento e ter mais uma história para contar.
Sim, eu sei que tenho demasiado Spielberg na cabeça...devia dedicar-me a tentar um pouco mais de cultura, tentando ler talvez um Tenessee Williams ou mesmo (naaa, isto já é pedir demais aos meus neuronios) uma Margarida Pinto Correia. Quem sabe um dia...
Atitude predatória sim Senhor. O espaço é amplo e a correria é grande. Mas também é verdade que no reencontro, as conversas continuam na frase em que foram deixadas... ou as que interessam, claro.
Claro que a actitude é predatória. Não se esqueçam que eu tenho tendências associadas ao Sindroma de Helsinquia, Estocolmo ou como lhe quiserem chamar. Logo Raptor(e)s são o meu forte.
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